sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Verídico

De tudo,
ainda não conheço o simples,
o perfeito,
o que semeia a centelha
e fomenta a chama
que acopla
todas as ânsias.

De tudo,
ainda não esmoreço,
mesmo diante do frenesi desmedido
criado pelos homens que finguem
não se perturbarem
com as soluções.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Inocência

Ninguém basta em bosta,
nem santa é toda matéria!
No esquadro borda a ilusão
que sustenta os joguetes.
Quando só ganhastes e nunca perdestes.
Discorres as bestiais posições sobre tudo e todos.
Se vale do mundo das poses e
mediocridades faciais.
Nobres avessos a ética mínima.
Em táticas escondem as práticas
na pseudo felicidade da rima.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Queria

Eu queria um amor que não deixasse vazios,
como a natureza em ciclos se preenche.
Um amor a voar os ventos Norte e Sul,
soprado pela aventura do viver.
Queria, ainda, que fosse você!
Nuances

Toda paixão é capaz.
Nunca é demais.
Só as desvairadas,
impensadas às vezes de tanto gostar!
A solidão se faz e desfaz.
O bom amigo não fica para traz!
Bem estelar.
Senhores, olham a grande jogada,
os defeitos são as portas de entrada!
Viver melhor a saborear o balanço do vento
que vaga e não vai embora.
A vida! Sim, ela passa!
A alma do poeta é blindada!
Intactas são as nuances sensatas
que brilham para sempre.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Nunca

Tantas vezes fui a loucura quantas lhe amei.
Cultuei o amor, o sonho,
a ingênua pessoa.
Nunca Merilyn Monroe
olhou ou sorriu para mim.
Luneta dos olhos de quem me quer
traga-me teus sorrisos
retinados a encandecer os caminhos.
Venha a galope,
deixe louco seu cavalheiro
no templo poético.