segunda-feira, 13 de setembro de 2010

O que é o que é... Zé Ramalho

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sábado, 17 de julho de 2010

Véspera

Longa madrugada,
ventos sonoros,
planalto frio.
Via seus olhos,
sua carne o afago da minha.
Esperei como um soldado,
esquentar em minha alma solitária
os desejos transcentes.
Como o outono espera o inverno chegar.
No céu as estrelas, uma cadente
pedia você, sinuosa e bela.
Eu pensei na gente,
nos ensaios felizes,
nos cantos e frases
nas vésperas do amar.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Presença

Meu amor é da madrugada,
chega sempre de manhã
com os pássaros,
vira uma passarada!
Que nada!
Meu amor pode chegar
na manhã seguinte,
com requinte a desmoronar
em cima de mim.
Ele respira,
palpita meu coração,
traz a sua agradável presença,
depois de longa ausência.
E respiro fundo,
e apago todas as influências,
depois durmo
para acordar feliz.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Encantado

Sob seu olhar,
me vi preprarado
para ser feliz.
Fui encantado
pela menina dos seus olhos,
pelo seu cantar,
sua poesia.
Apimentei meu coração
a dedo de moça.
Coisa de antanho,
suave e intenso
prazer...

sexta-feira, 16 de abril de 2010



Quando sozinho
aumenta meu amor
em ânsias.
Busco nos sonhos
os complementos.
Mas existe a realidade
e por vaidade
deixaram-me
só!
Outras

Ando por ai
pensando nas coisas boas
e outras normais.
Não espero mais
a solidão,
ela virá...
Se junte

Basta que você me olhe
e não se espante!
Antes se junte
ao eterno despojo do ser!
Assim, serenos,
desarmados,
poderemos conviver.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Manobras

Na ciência,
na arte,
no amor,
no esgoto a natureza indefesa.
Os gritos sem paz!
Vários papéis, mocinhos, vilões...
nazistas nas velhas conquistas.
O homem e o que lhe convém.
Depois, amém.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Verídico

De tudo,
ainda não conheço o simples,
o perfeito,
o que semeia a centelha
e fomenta a chama
que acopla
todas as ânsias.

De tudo,
ainda não esmoreço,
mesmo diante do frenesi desmedido
criado pelos homens que finguem
não se perturbarem
com as soluções.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Inocência

Ninguém basta em bosta,
nem santa é toda matéria!
No esquadro borda a ilusão
que sustenta os joguetes.
Quando só ganhastes e nunca perdestes.
Discorres as bestiais posições sobre tudo e todos.
Se vale do mundo das poses e
mediocridades faciais.
Nobres avessos a ética mínima.
Em táticas escondem as práticas
na pseudo felicidade da rima.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Queria

Eu queria um amor que não deixasse vazios,
como a natureza em ciclos se preenche.
Um amor a voar os ventos Norte e Sul,
soprado pela aventura do viver.
Queria, ainda, que fosse você!
Nuances

Toda paixão é capaz.
Nunca é demais.
Só as desvairadas,
impensadas às vezes de tanto gostar!
A solidão se faz e desfaz.
O bom amigo não fica para traz!
Bem estelar.
Senhores, olham a grande jogada,
os defeitos são as portas de entrada!
Viver melhor a saborear o balanço do vento
que vaga e não vai embora.
A vida! Sim, ela passa!
A alma do poeta é blindada!
Intactas são as nuances sensatas
que brilham para sempre.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Nunca

Tantas vezes fui a loucura quantas lhe amei.
Cultuei o amor, o sonho,
a ingênua pessoa.
Nunca Merilyn Monroe
olhou ou sorriu para mim.
Luneta dos olhos de quem me quer
traga-me teus sorrisos
retinados a encandecer os caminhos.
Venha a galope,
deixe louco seu cavalheiro
no templo poético.